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quarta-feira, março 16, 2011

Contraditório, ou Vai chamar parvo a outro

Não, não me ponhas tu
Nesse saco que coseste.

Não marcho ao toque
Da canção do momento,
(Esta luta não é de hoje)
Nem sou parvo por estudar.
Perdoa-me se não engulo sem piar
O prato que me puseram na mesa.

Mas eu luto com alegria,
E raiva, e algum vinho.
Pois se não para esta vida,
Para quando é a alegria?

E não será dever meu
Fazer o que posso
Para que o meu próximo
Se possa realizar?

Não, não espero facilidades.
Mas quero uma oportunidade.

Anónimo

terça-feira, março 15, 2011

Parva és tu

Não me ponhas a mim nesse saco,
não sou parvo como tu.

Não estudo para ser escravo,
não estudo para ter carro ou casa, ou filhos, ou mulher.
Epicuristas de merda.
Nunca serei escravo de ninguém,
por muito que façam de mim parvo não o serei.

Não precisamos de gente que se chora,
precisamos de gente que trabalhe.

Nunca serei um lutador alegre,
a luta nunca será alegria;
que parvos que sois que pensam que a luta é festa.
Parai de querer desculpas para beber e reivindicar
sem saber sequer o quê.

Ide trabalhar.
A vida não são só direitos. São deveres.
Para convosco e para com outros.

Anónimo

sexta-feira, novembro 05, 2010

FMI oblige

A um profeta como eu, de hábitos estranhos e pouco populares, habitante mais dos topos de montanhas do que dos baixos pântanos, não deveriam interessar temas tão mesquinhos como a saúde dos cofres das nações, e de alegadas crises em que estas se vêm atoladas. E não me interessam. Mas ocasionalmente viro as minhas atenções a esses assuntos que, apesar de pedestres, têm um impacto profundo (por norma negativo) nas aspirações mais elevadas do espírito humano. E não pensem que se trata de um infeliz acaso, obstáculos que circunstâncias adversas criaram e que os nossos benfeitores de fato à medida se esforçam por derrubar.
A crise é uma condição, senão a condição essencial, para a manutenção da ordem. A ordem disciplinar que pretende estrangular os fluxos criativos, todo e qualquer. A ordem que oferece segurança e conforto a troco de pagamentos em prestações vitalícias. A ordem que sufocaria a estrela dançante que todos carregamos no peito, mas que tão pouco deixam brilhar.
E porque, apesar de anónimo, sou também e acima de tudo um cidadão, resta-me suspirar. E guardar em mim aquele silente grito de revolta que ninguém cala, e que o trovador tão bem cantou, ia o ano de 1982.

Anónimo

sábado, outubro 17, 2009

Um destes Portugais dos Pequeninos

Um vagabundo é sempre um vagabundo– mesmo entre grades; um indigente nunca é senão indigente– ainda que seja dono da maior fortuna; um pé-descalço é sempre um pé-descalço– mesmo com sapatinho de cristal e dois hectares de terra;

E um político é invariavelmente um violador, por perfumado que esteja.

Anónimo

quinta-feira, julho 10, 2008

EstafetaDivino

Porfírio assimptuto revelou-se extraordinário,
por fim, se tornou em algo de eterno valor, mas inconsiderável substância.. Deveras extraordinário.
introvertido intríneco? haveremos de nos habituar a estas andanças controversas, ai não? haveremos ser incontornáveis sentientes seres de maravilhas por contar! Quero ouvir um aleleuia!
Porfírio é um exemplo meus caros! um exemplo a seguir!
Estas andanças são os catalisadores para novos horizontes! e falo como mais que um político! como um ser ciente, mas não ainda tranciente!
Ouçam e digam! ALELUIA!
E se Palavra se faz ouvir muda, Porfírio dirá:
Eu sou o Profeta, e serei chamado Porfírio. Porfirio Profeta será meu nome, e chamar-me-ão Porfirio, Profeta de Profissão. Ouvi minha Palavra e espalhem-na por campos de milho espalhados!
Por cidadão estatado e considerado seu estafetadivino, albergado nas asas de João e divulgando sua prece, EU, Porfírio, o Profeta, que se chama Porfírio, também Profeta, diz em nome de todos, O cidadão e todos os cidadãos, confessa e revela a Palavra, ouçam-na! Proliferem-na como coelhos nas pradarias da Austrália!
Diz quem sim, eis a Palavra Três Vezes Sagrada. Diz quem sim, diz quem sim, diz quem sim! E diz quem sim que é a Palavra de quem diz quem sim. Temos dito (e dias)!

Anónimo