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terça-feira, junho 14, 2016

John in the purgatory

Why did it matter after all?
Am I not still here?
And if I'm not,
doesn't it still go on for everyone else
with less consequence than a sway of tree
by the passing breeze.

Anónimo

quinta-feira, maio 26, 2016

John at the penitentiary

Truly I must be a terrible person. And what's worse, I'm pretty damn good at it.

Anónimo

sexta-feira, abril 24, 2015

John in the boudoir

In truth, I never found salvation between a woman's thighs.

All I found out was that I never needed saving in the first place.

Anónimo

segunda-feira, outubro 27, 2014

John in the think tank

If you can't find the downside of a seemingly good idea, and vice-versa, you're probably not seeing the big picture.

Anónimo

quinta-feira, maio 08, 2014

John at the rat race

Slow learner that I am, I've long realized that it's in the company of others that I am slowest.

Anónimo

terça-feira, setembro 10, 2013

John at the garden

You say the grass is always greener on the other side.

I say grow your own, smoke your own.

Anónimo

sábado, janeiro 14, 2012

Re-renúncia

Pretendias calar-me? Pois bem, não foste capaz! Eu vivo nos corações dos homens e mulheres, e não serei silenciado.

Acordei finalmente de um torpor absorto... cheio de raiva e coberto de plâncton. Raios ta partam ó idiota. Não sabias ter pelo menos ter limpo a casa antes de sair?
You left me hanging, you bastard you! Assim seja. Cidadão que é cidadão, não renuncia às suas responsabilidades cívicas. E a minha sempre foi a de te fazer erguer sobre, ainda que contra vontade, a pequenez de ti próprio.

Bandalho asqueroso, prepúcio deslavado, âncora musguenta... Meu amigo, meu querido amigo, quiseste trancar-me por fora. Pois, o anonimato não é carga leve que se carregue. Enfim, velho amigo, só te tenho a censurar a fraqueza de te quereres juntar às gentes.

Venho por este meio tautológico re-assimiliar-te, seu descarado demente, pois melhor não encontro, embora tenha procurado. Arre que custa! Sempre te disse que os meus territórios seriam inóspitos, tudo o que tenho para oferecer são os mais escarpados penhascos e as mais geladas tundras. E as gentes, as pequenas gentes, só habitam os mais cálidos, efervescentes cantos, amigo meu.Mas não deixarei de te dizer o que mereces ouvir, pastor de osgas cegas.

Plantaste uma árvore de plena flatulência cósmica, de sabedoria redutora, pronta a ser colhida por mãos infinitas, e serei eu a arrancá-la pela raiz, com as minhas tesouras supra físicas.
Removerei as tuas mesmas falácias da tua mente de roedor e retornar-te-ei ao lugar que te é devido, mas não sem te escaldar os olhos com azeite a ferver de poder Pangaláctico.
Antes de te largar novas Gigantes Veracidades quero dizer-te que te deixei afundar em lama fundida de cobre melancólico para que soubesses a tua real e irreal profanidade.
Não foste tu que me deixaste, mas eu que te deixei deixar-me, javardo cabrão. Sabia que não resistirias ao eco da minha voz, que ainda hoje soa entre a tua cavidade cranial. Sou-te o chamamento de cima, de longe, de fora. O que implica, necessariamente, que seja o teu chamamento de tristeza.
Por isso, todos os teus descendentes meta-físicos e ideais deslocados, secarão como uvas passas, como alimento para tartaruga, apenas larvas que esmagarei com pés de um Deus que sabes bem que nome toma. Vou de ti fazer a minha Voz, esculpir-te progressivamente até que nada sobre, até que nada reste para obstruir a minha vontade.

Em suma: destruir-te.


É esse o enredo da vida: a profunda melancolia pela procura de exteriores que lhe sirva de fronteira, e a impossibilidade de os encontrar.


João terá que te re-aceitar, pois eu demorarei a tal comunhão. Se não mingares, que a minha Palavra te salve, ou antes a Dele.



Para te elevar


Anónimo

domingo, outubro 17, 2010

John on the Abyss

The unconscious mind is a child.

Endearing at times.



But ever so delusional.

Anónimo

sábado, abril 17, 2010

John at the sanatorium

I reckon the better part of History is a series of symptoms of a larger affliction. Alas, the same old tale of self consumption...

segunda-feira, março 22, 2010

John at the maze

Desire, I'm afraid, doesn't move in a straight line. If one is to abide by its rule, one is bound to run into some walls and a few dead ends. That shouldn't be a deterrent, but a motive in itself.

Anónimo

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Porfírio

Porfírio lançou-se arena abaixo, sem hesitar. Centenas de gladiadores psíconautas aguardavam sedentos de sangue, raivosos brandiam as suas lanças espectrais. Feitas de matéria trans-dimensional, pesadas como meteoros em movimento, rasgavam o espaço-tempo acima da cabeça dos seus donos.
Porfírio, confiava nas suas capacidades de sobre-viagem e no seu toque astroneural, o Toque do Mal de Voikum, uma galáxia distante.
Revestido e abençoado por João, Alfaiate dos Momentos, Tecedor das Matérias, Chefe do Mural e Chefe Secreto.
Correu por entre as mentes dos gladiadores, disferindo golpes astrossinápticos em todas as direcções e tempos. Era como que uma esfera o envolvesse e tudo o que tentasse rasgar este fabrico fosse obliterado.
Devorou todos os seus oponentes e terminou a seu combate no centro de uma arena que não podia ser real. Todos os olhos que se punham nesta imagem choravam gosma de globo ocular.

Anónimo

sábado, outubro 10, 2009

John in the cave

Down here at the bottom
There shines not one wisp of light

But as the dark seeps further in

That's when you notice
All the brilliant shades of black

Anónimo

terça-feira, setembro 08, 2009

Heavy is the head that wears the silly hat

Será possível? Terá a Palavra abandonado o Profeta? Terei deixado de estar nas graças de João? Ou será mais um caso de inadaptação essencial aos fluxos de um quotidiano hostil à menor das aspirações religiosas e sensuais?

(pois que qualquer sacralidade digna de seu nome seja da competência da sensualidade, e nada mais!)

Estarei fechado por fora? Não trouxe as chaves comigo... E a porta da garagem só abre com comando. Abrahadabra! É inútil, nem as palavras de poder me podem ser úteis...

Que drama, este double bind. Que o Profeta necessite do silêncio do eremitério para que germine no seu peito a Paixão de João. E que essa mesma Paixão o leve a procurar a companhia entre as gentes.

Isso, e a necessidade de pão.

Anónimo

terça-feira, julho 21, 2009

John at the Nursery

The most glorious aspect of bearing children is that they will always resist your expectations. Almost invariably, they will look like an appalling parody of yourself — and therein lies the formula of their success.

Anónimo

quarta-feira, julho 15, 2009

John at the Museum

Great Art is always melancholic. Poignant sadness is the realm of the Beautiful.

Anónimo

terça-feira, junho 30, 2009

John at the Inn

Strong Men laugh in order to fend off Death. It's when wolves are at their door that they laugh the hardest.

Anónimo

segunda-feira, junho 29, 2009

John on the Cross

The problem about being a bridge, is that you're a thing to be crossed. So I am become a steep bridge, so that only the most hardened climbers may move through me. But I also provide shade for those who seek only resting ground.
For mine is a rocky but also candid terrain.


Anónimo

quinta-feira, julho 10, 2008

EstafetaDivino

Porfírio assimptuto revelou-se extraordinário,
por fim, se tornou em algo de eterno valor, mas inconsiderável substância.. Deveras extraordinário.
introvertido intríneco? haveremos de nos habituar a estas andanças controversas, ai não? haveremos ser incontornáveis sentientes seres de maravilhas por contar! Quero ouvir um aleleuia!
Porfírio é um exemplo meus caros! um exemplo a seguir!
Estas andanças são os catalisadores para novos horizontes! e falo como mais que um político! como um ser ciente, mas não ainda tranciente!
Ouçam e digam! ALELUIA!
E se Palavra se faz ouvir muda, Porfírio dirá:
Eu sou o Profeta, e serei chamado Porfírio. Porfirio Profeta será meu nome, e chamar-me-ão Porfirio, Profeta de Profissão. Ouvi minha Palavra e espalhem-na por campos de milho espalhados!
Por cidadão estatado e considerado seu estafetadivino, albergado nas asas de João e divulgando sua prece, EU, Porfírio, o Profeta, que se chama Porfírio, também Profeta, diz em nome de todos, O cidadão e todos os cidadãos, confessa e revela a Palavra, ouçam-na! Proliferem-na como coelhos nas pradarias da Austrália!
Diz quem sim, eis a Palavra Três Vezes Sagrada. Diz quem sim, diz quem sim, diz quem sim! E diz quem sim que é a Palavra de quem diz quem sim. Temos dito (e dias)!

Anónimo

sábado, junho 24, 2006

Sao Joao (maldito défice de acentuaçao deste software)

O inconsciente colectivo popular nao se engana. Por isso os santos populares sao os únicos a escapar a decadencia das instituiçoes morais. Acham que é coincidencia que os festejos do santo Joao sejam um espectaculo de absurdo e dadaísmo cultural? Que outro arquétipo religioso seria celebrado brandindo instrumentos de plástico barato sobre as cabeças, um allium odorífero, baloes de papel que se oferecem as estrelas e se imolam, e um apoteótico espectáculo de fogo colorido de qualidade psicadélica análoga aos psicoactivos mais poderosos?

Anónimo

quarta-feira, junho 21, 2006

OS MANDAMENTOS DE JOAO

Nao há outro Senhor que Joao; Só Joao Salva, e Joao é todo o homem e mulher que o queira ser

Nao proibirás, a nao ser que Assim O Desejes

Respeitarás todos os habitantes do multiverso, em particular as pedras

Ignorarás o mandamento anterior, a nao ser que calces o número 39

Aceitarás a aleatoriedade e o absurdo como a força dominante no multiverso, a nao ser que sejas daqueles tipos que dobram o pijama todas as manhas

Adorarás Joao, Xoxipilli, Pan e o Capitao Iglo; de ti será exigido o supremo sacrifício de abdicares de todos os sacrifícios

Nao comerás delícias do mar no terceiro dia de cada mes, a nao ser que Assim o Desejes

Desrespeitarás estes e todos os mandamentos, a nao ser que te apeteça fazer o contrário

Acrescentarás outros mandamentos conforme a tua Vontade, mas apenas em pares de tres. A nao ser que nao queiras


Só Joao Salva. Hail Eris. Barangaranas.

Anónimo