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sábado, fevereiro 18, 2012

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Escapar do centro
Fazer de qualquer canto o centro
Perder-se em qualquer canto
Criar sempre mais verbo que adjectivo
Fazer mais direcção que sentido
Deixar de ser
Explodir-não-reter
E mais fazer, fazer...

Anónimo

quinta-feira, novembro 25, 2010

Profiláctica Palavra

Quando já nada mais há para dizer, resta o fazer. Por que outra razão se faria tanto barulho?

Anónimo

segunda-feira, outubro 04, 2010

?

Andei a cultivar a dúvida demasiado tempo
Falta-me alguma certeza para a temperar
Se não uma certeza, uma suspeita que seja
Algo a que me possa amarrar, para transladar
E deixar de habitar sempre os mesmos lugares
Falta-me uma certeza sobre a qual me edificar

Anónimo

sexta-feira, março 05, 2010

Indulgência

Deixar-se levar tornou o Homem no Decadente.
Perdeu-se a retórica do trabalho pela pérfida indulgência na apatia. Por prazer, pela etéria inconsciência e dura consequência, o Homem tornou-se barril de licor.
A conformidade e desperdiçada força de Vontade incutem nele a vontade do vício. E este, o tornado do desejo, a eufórica irresponsabilidade tornada substância é força mais sagaz que o futuro.
Qual Futuro resta ao fantasma do Presente? Que eternidade existe no temor do Passado?
E o momento? Que monstro será esse?

Anónimo

domingo, outubro 25, 2009

Atentado

Detesto esta palavra. O seu eufemismo e tudo o que tenta ofuscar.
Nunca se tratou de um atentado, nunca foi menos que acto, não foi uma tentativa, pois o acto de tentar é um acto por si. Sempre foi mais que tentar, sempre passou o limite do quase ser, é.
Atentado onde morrem pessoas? Então não morreram pessoas?
Atentado é a existência, atentado à realidade e aos moldes espaço-temporais.

Anónimo