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segunda-feira, abril 23, 2012

This Is Not Sparta

A Natureza não me fez combatente
Eu bato-me a golpes ritmados de anca
Na pista de dança como na alcova
Tão pouco me soube fazer capaz
Da força das convicções que por norma servem de combustível ao arremesso de
Cocktails molotov

Por isso não me alistem nas vossas fileiras
Por favor não me colem cartazes às mãos

(De mais a mais, julgo ser mais subversivo o pingar do mel
Do que o bater de um punho)

Anónimo

quarta-feira, março 16, 2011

Contraditório, ou Vai chamar parvo a outro

Não, não me ponhas tu
Nesse saco que coseste.

Não marcho ao toque
Da canção do momento,
(Esta luta não é de hoje)
Nem sou parvo por estudar.
Perdoa-me se não engulo sem piar
O prato que me puseram na mesa.

Mas eu luto com alegria,
E raiva, e algum vinho.
Pois se não para esta vida,
Para quando é a alegria?

E não será dever meu
Fazer o que posso
Para que o meu próximo
Se possa realizar?

Não, não espero facilidades.
Mas quero uma oportunidade.

Anónimo

terça-feira, março 15, 2011

Parva és tu

Não me ponhas a mim nesse saco,
não sou parvo como tu.

Não estudo para ser escravo,
não estudo para ter carro ou casa, ou filhos, ou mulher.
Epicuristas de merda.
Nunca serei escravo de ninguém,
por muito que façam de mim parvo não o serei.

Não precisamos de gente que se chora,
precisamos de gente que trabalhe.

Nunca serei um lutador alegre,
a luta nunca será alegria;
que parvos que sois que pensam que a luta é festa.
Parai de querer desculpas para beber e reivindicar
sem saber sequer o quê.

Ide trabalhar.
A vida não são só direitos. São deveres.
Para convosco e para com outros.

Anónimo