Pós-presença
Caem as correntes e espinhos do mangual.
Ferem enquanto cai a cabeça cansada da para exposição.
Sangram quando a escuridão e o silêncio abafam.
Assobiam ao longe, a toda a hora, para sempre, a dor.
Imitam murmúrios ao perto, ao ouvido, como carícias de vergonha.
Miragens de silhuetas de pessoas que nunca serão, pintadas por esperanças mortas.
Anónimo
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