terça-feira, setembro 13, 2016

Value

The value of something is in the lack of it.
As more is perceived, less is the value of the perceived.
Because value is lack of perception, then the unknown has more value than anything.
And value is nothing more than identity transfer,
from one to anything or nothing.

Anónimo

terça-feira, junho 14, 2016

John in the purgatory

Why did it matter after all?
Am I not still here?
And if I'm not,
doesn't it still go on for everyone else
with less consequence than a sway of tree
by the passing breeze.

Anónimo

sábado, junho 04, 2016

Poema

Dos pronomes o possessivo
Será o menos preferido

Anónimo

quinta-feira, maio 26, 2016

John at the penitentiary

Truly I must be a terrible person. And what's worse, I'm pretty damn good at it.

Anónimo

sábado, maio 14, 2016

Qualintéfaro e os deuses

Certa manhã rabugenta, o nosso querido Qualintéfaro barafusta com todos os atentos que se lhe aparecem adiante.
"E raios partam aquele batráquio que ia lá atrás! Devia partir uma perna!" - raivou aos ventos.
Continuou assim mais uns momentos aquando apercebe-se de que entrara para um pequeno festival numa clareira da floresta na montanha onde tinha virado à esquerda.
Vários e variados e variadas também: cores, crenças e pessoas para todo o gosto. Uns dançam, outros bebem e fumam, todos falam.
Mas de quando a quando vai ouvindo espontaneamente queixumes, choros e interjeições de todo o tipo.
Uma querida dizia - "Quem dera que tudo corra bem...";
Outro pequeno cantava - "E vocês, que acabem de nariz partido!";
E uma feliz ditava - "E tu, espero que sejas tudo o que queres ser.";
Nesta última não percebeu se seria ironia.

Perguntou então porque tinham eles esta atitude e estas expressões.
Disseram-lhe que se tratava de um festival de deuses e que estavam ali todos: a do sentimento de impotência, óbvio; o do sentido de inferioridade; até o cínico do deus do sentimento da caridade.

Todos nasceram dos vossos complexos, meus meninos.

Moral da estória: num festival de deuses, deus é o satisfeito.

Anónimo

domingo, abril 03, 2016

Paralelos


Acabei de passar por um momento de desfasamento
onde decidi dar
ao universo mais uma chance
de me mostrar
um universo diferente.
Nem que seja na menos das chances
a simples comunicação
de três palavras e uma pontuação
pode fazer mundos divergirem
de chama para cinza.

segunda-feira, fevereiro 22, 2016

Pavio

Se o corpo for cera,
e a mente: chama,
então a alma é pavio
que boia em cera derretida qual corpo pútrido e decomposto
à espera de uma última faísca que reacenda em si
um último suspiro.

Anónimo

sexta-feira, janeiro 08, 2016

Raios, pra quê?

Raios! prâque tão estes
metodistas e epicuristas
A fazer
        Aqui?
               Nesta espiral focal
        nesta centrica reviravolta
        neste imperfeito
equivalente.
Ou têm os cêntricos
e os periféricos
a Razão.

Anónimo

sábado, dezembro 26, 2015

Ignoro Ivos

Ignoro Ivos e impermeo-me de imprevistos.
Ignorantes, ignóbeis e impessoais as impossíveis incumbências.
Improvável influência, esta imortalidade de iterações inconstantes.
Iletrada, imóvel, imputada e ilusória.
Ivicidades.

Anonivismo

sábado, dezembro 12, 2015

crónicas da desgraça vol 1

A desgraça é uma situação comum
 e com relativa facilidade sacudida pelo mais simples do ciente.
Mas espero que compreendam:

O facto de se aperceber do seu momento e da sua circunstância, esse ciente
pode ou não entrar no delírio da sobre-consciência e entrar na desgraça.
A infelicidade recorrente de apaziguar tudo o que o rodeia
e da constante narração da ocasião, da sua rotina espiral,
de si para si,
e do quão a sua presença é desnecessária.
E, o mais incrível é que, tudo é incrivelmente efémero no seu ser,
na sua ideia,
a ideia de que a sua ideia é importante e necessária.
NÃO. A tua ideia de ti e do que queres é desnecessária.
a maior parte das vezes.
Mas a sua é tão, ou tão pouco, necessária quanto a tua.
Mas a si aflige-lhe a desgraça. porque tu também conheces a desgraça, mas preferes a ignorância.

E por fim ele escapa-se... sempre na sua estupidez, ele prefere.
E assim eles foram, os que realmente deixaram saudades, os necessários.
Porque.. tu. Preferes-te. a ti. e à tua ideia. de ti.
E ele prefere-se a si.

Anónimo

terça-feira, novembro 24, 2015

Auto-didacta

Tudo o que aprendi, fi-lo por mim próprio;

Tudo o resto foram apenas lições decoradas.

Anónimo

domingo, novembro 15, 2015

Paths and Bridges

The bridges I have burnt
are no more than the proof of my path
and the people that stayed behind
are no more than the minstrels that sing my quests

or just assholes I didn't want to keep

Anónimo

terça-feira, novembro 03, 2015

Dor e Culpa

Como é boa a Dor.
Donzela de ternos abraços e peito de veludo.
Como cuida de mim a Dor, como me canta ao ouvido para deitar minha pesada cabeça em seu meigo colo.
Deusa de inúmeras carícias e voz de prata.
E sua companheira a Culpa, minha querida monarca. Fonte de sonhos e pesadelos. Nascente de onde brota a minha amargura e coragem.
Por ela salto para os abismos mais profundos sem pensar e neles ela cresce e envolve-me.

Uma é minha ama, a outra amante.

Anónimo

segunda-feira, outubro 19, 2015

One or the other

I wish I had one of two things

a gun or the cure for cancer...
One's too much to ask, 
The other too little.

Anónimo

terça-feira, outubro 13, 2015

Quando Nada

Quando nada satisfaz,
quando nada parece importante,
quando nada é algo;
Que fazer, que vontade, que interessa?


Anónimo