Segunda-feira, Fevereiro 20, 2012

Más Caras

Toda a gente tem uma,
umas são melhores que outras,
mas nenhuma é realmente boa.
Umas escondem mais, outras mostram menos,
mas nenhuma é realmente boa.

Más caras, são meios de fuga, são métodos de escape.
Para os mais valentes, são fáceis de tirar,
para os mais fracos, são faces sobre as faces.

Mas se escondes algo, e usas uma má cara, cuidado,
ainda tens uma cãibra.

Anónimo

Sábado, Fevereiro 18, 2012

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Escapar do centro
Fazer de qualquer canto o centro
Perder-se em qualquer canto
Criar sempre mais verbo que adjectivo
Fazer mais direcção que sentido
Deixar de ser
Explodir-não-reter
E mais fazer, fazer...

Anónimo

Quinta-feira, Fevereiro 09, 2012

lame

For me, the most significant feeling is shame
and for the verb, it is blame
as some people say this is just a game
work or a dame
it's just the same
you only want something called fame.

I don't believe in happy or sad,
it's all part of being mad.

And in the end, it's a little lame.

Anónimo

Pieguice

Piegas. Chorão. Queixinhas. Mariquinhas-pé-de-salsa.

Sou essas coisas todas. Mas estas lágrimas são vitríolo em que ainda te hás-de afogar. Juntos todos verteremos maré tal que vos arrastará de volta para o buraco de onde vieram.

Anónimo

Quarta-feira, Fevereiro 01, 2012

Ex nihil

Quero que o mundo vá à fava, e a fava que se entenda com ele. Deixem-me em paz! Estou cansado. Exausto. Exangue. Silêncio! Calem-se! Não me emporcalhem mais os ouvidos com a vossa sinceridade. Quero ensurdecer, que mudo já eu estou.

Quero lá saber dos vossos nobres projectos! Quero que as vossas boas intenções se desfaçam em merda! Eu quero demolir! Demolir, ouviram? Quero aplainar as cidades! Levantar todas as calçadas! Arrasar todos os muros!

Quero esquecer tudo o que me ensinaram. Quero desaparecer... Não, quero que o mundo desapareça e me deixe a sós comigo.


E porventura, assim, talvez se consiga ver uma flor a crescer por entre as falhas no betão...

Anónimo ex nihil

Domingo, Janeiro 29, 2012

QUOTABLES XVI

A consciência é como uma piscina,
é fácil ter uma, difícil é mantê-la.

Anónimo

Quinta-feira, Janeiro 26, 2012

Um "se" é um não,
Um "talvez" é menos que nada.

Só uma linha recta é afirmação. Como uma flecha a cortar o ar.


Só a velocidade é um sim.

Anónimo

Sexta-feira, Janeiro 20, 2012

QUOTABLE XXV

My opinions on coherence change every hour.

Anónimo

Tempo de Guerra


Vivemos uma Era de guerras e conflitos. Vivemos numa época de fascinante desenvolvimento biológico, psicológico, esotérico e metafísico. Uma crescente e evolutiva manifestação de eventos catastróficos que alimentam uma imberbe e fútil sensação de resposta criativa.
Nestes tempos de confronto irracional com fins indeclaráveis surge um subtil padrão. Subtil e Indomável. Uma infeliz vontade de rasurar um passado demasiado presente, uma inexplicável atenção e destreza social nunca antes exprimida neste sector astronómico.
E esta nova entidade, este novo meme, este "ser unicelular", mutar-se-á indefinidamente até Algo a fazer evoluir para um novo estado ou desaparecer repentinamente.
Esse Algo mostra-se a todo o momento, em todas as consequências, em todos os acasos.
Poderá ser um evento global, como um tropeçar de um idoso. Quem sabe, um novo messias.
Um crocodilo talvez (nesse caso, não lhe apertarei a mão).

Anónimo

Quinta-feira, Janeiro 19, 2012

Ineptudo

O problema do esforço, amigo meu, é poder pôr-te a descoberto a inaptidão. É por secretamente te creres incapaz que foges a pôr-te no que fazes.

Revelo-te um segredo, então: ineptos somos todos nós. Como poderíamos ser de outra forma? Só tivemos uma vida para praticar...

Anónimo

Segunda-feira, Janeiro 16, 2012

Geometrias

Alguém como eu será sempre descontente

- É a única forma que conheço de me sentir feliz

Não me tirem a melancolia, ela é irmã gémea da euforia

Tal como é só na solidão
Que consigo apreciar a companhia dos outros,
E é acompanhado
Que sinto vontade de estar sozinho

Os meus vectores são sempre só tangentes
Nunca convergentes

Em mim sempre um visitante, de passagem
A caminho de outro lugar

Anónimo

Sábado, Janeiro 14, 2012

Re-renúncia

Pretendias calar-me? Pois bem, não foste capaz! Eu vivo nos corações dos homens e mulheres, e não serei silenciado.

Acordei finalmente de um torpor absorto... cheio de raiva e coberto de plâncton. Raios ta partam ó idiota. Não sabias ter pelo menos ter limpo a casa antes de sair?
You left me hanging, you bastard you! Assim seja. Cidadão que é cidadão, não renuncia às suas responsabilidades cívicas. E a minha sempre foi a de te fazer erguer sobre, ainda que contra vontade, a pequenez de ti próprio.

Bandalho asqueroso, prepúcio deslavado, âncora musguenta... Meu amigo, meu querido amigo, quiseste trancar-me por fora. Pois, o anonimato não é carga leve que se carregue. Enfim, velho amigo, só te tenho a censurar a fraqueza de te quereres juntar às gentes.

Venho por este meio tautológico re-assimiliar-te, seu descarado demente, pois melhor não encontro, embora tenha procurado. Arre que custa! Sempre te disse que os meus territórios seriam inóspitos, tudo o que tenho para oferecer são os mais escarpados penhascos e as mais geladas tundras. E as gentes, as pequenas gentes, só habitam os mais cálidos, efervescentes cantos, amigo meu.Mas não deixarei de te dizer o que mereces ouvir, pastor de osgas cegas.

Plantaste uma árvore de plena flatulência cósmica, de sabedoria redutora, pronta a ser colhida por mãos infinitas, e serei eu a arrancá-la pela raiz, com as minhas tesouras supra físicas.
Removerei as tuas mesmas falácias da tua mente de roedor e retornar-te-ei ao lugar que te é devido, mas não sem te escaldar os olhos com azeite a ferver de poder Pangaláctico.
Antes de te largar novas Gigantes Veracidades quero dizer-te que te deixei afundar em lama fundida de cobre melancólico para que soubesses a tua real e irreal profanidade.
Não foste tu que me deixaste, mas eu que te deixei deixar-me, javardo cabrão. Sabia que não resistirias ao eco da minha voz, que ainda hoje soa entre a tua cavidade cranial. Sou-te o chamamento de cima, de longe, de fora. O que implica, necessariamente, que seja o teu chamamento de tristeza.
Por isso, todos os teus descendentes meta-físicos e ideais deslocados, secarão como uvas passas, como alimento para tartaruga, apenas larvas que esmagarei com pés de um Deus que sabes bem que nome toma. Vou de ti fazer a minha Voz, esculpir-te progressivamente até que nada sobre, até que nada reste para obstruir a minha vontade.

Em suma: destruir-te.


É esse o enredo da vida: a profunda melancolia pela procura de exteriores que lhe sirva de fronteira, e a impossibilidade de os encontrar.


João terá que te re-aceitar, pois eu demorarei a tal comunhão. Se não mingares, que a minha Palavra te salve, ou antes a Dele.



Para te elevar


Anónimo

Domingo, Março 20, 2011

Adeus

Adeus queridos leitores.
Não morri, mas não estarei aqui.

Viajarei para outros lugares, outros planetas, outras galáxias... e um dia talvez volte.

Um abraço e um beijo,
a todos os que gostavam.
Aos outros, um bem haja na mesma.

Anónimo

Quarta-feira, Março 16, 2011

Cápsulas de Ataraxia

Cápsulas que me prendem o espírito.
Grãos que não me deixam pensar,
pedras brancas de conceitos perdidos
só me pedem a ataraxia.

Que pensamentos são os meus
se com medicina os trato e
com medicina os fecho.

Serão meus os pensamentos que tenho,
se posso fazê-los desaparecer
sem sequer perceber.

Mas de que são feitos os pensamentos
se com grão e pó se perdem
num espaço e num tempo que nunca foram.
E se nunca existiram,
como posso pensar que os tenho?

Anónimo

Fogo

Que chama é esta a que chamas de chama?
Que ao chamar de chama por chamar
se torna tão gélida
que chamas por uma chama
que te aqueça.

Que chama é esta que chamas de chama?
Que quando te chamo arde e
tanto queima quando a apagas?

Que chama é esta que chamas de chama por chamar.
Que ao chamar chama a algo tão frio,
perde a chama qualquer pavio.
E não arde por amar.

Que chama é esta?
Que queima e arde e fere
mas não aquece.

Anónimo

Caminho escarlate

A este túnel de entranhas,
sangue e suor,
caminho lado a lado.

Em carris de unhas,
dentes e ossadas, viajo
em cima daqueles que antes
de mim, se decidiram
pelo mesmo caminho.

Mas contorcido,
retorcendo, rasgando
pele e carne negra
perfurei para a escuridão.

Para deixar o meio do caminho e
caminhar acompanhando,
observando de fora.
Esse caminho de sabor a mel.

Anónimo

Contraditório, ou Vai chamar parvo a outro

Não, não me ponhas tu
Nesse saco que coseste.

Não marcho ao toque
Da canção do momento,
(Esta luta não é de hoje)
Nem sou parvo por estudar.
Perdoa-me se não engulo sem piar
O prato que me puseram na mesa.

Mas eu luto com alegria,
E raiva, e algum vinho.
Pois se não para esta vida,
Para quando é a alegria?

E não será dever meu
Fazer o que posso
Para que o meu próximo
Se possa realizar?

Não, não espero facilidades.
Mas quero uma oportunidade.

Anónimo

Terça-feira, Março 15, 2011

Parva és tu

Não me ponhas a mim nesse saco,
não sou parvo como tu.

Não estudo para ser escravo,
não estudo para ter carro ou casa, ou filhos, ou mulher.
Epicuristas de merda.
Nunca serei escravo de ninguém,
por muito que façam de mim parvo não o serei.

Não precisamos de gente que se chora,
precisamos de gente que trabalhe.

Nunca serei um lutador alegre,
a luta nunca será alegria;
que parvos que sois que pensam que a luta é festa.
Parai de querer desculpas para beber e reivindicar
sem saber sequer o quê.

Ide trabalhar.
A vida não são só direitos. São deveres.
Para convosco e para com outros.

Anónimo

Sexta-feira, Março 11, 2011

Quotables XXIV

Sou sensato sendo radical.

Anónimo

Terça-feira, Março 08, 2011

wipe that grin out your face

Or I'll slap it out of you.
That's not happiness or bliss, that's sheer ignorance.

Life's no sea of roses, and I hope that who made that up
died in a sea of rose thorns,
stabbed one million times,
bled one million times.

Life's not to be lived in the moment,
if you don't think so,
I hope you drive into a cliff
and in that last moment, you don't have time to stop.

Life is just a mix of bad coincidences, of bad chances.
And a bad chance is just another kind of chance.

Life's a love at first sight that you'll never see again.

Anónimo